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Tecnologias de IA e Espaciais Reforçam Ignorância e Usura

 

Fonte: Daily Journal                                                                              

Infelizmente estamos desenvolvendo tecnologias destinadas a apoiar e reforçar a ignorância, usura, avareza e sujeição humana, incluindo as tecnologias de IA e espaciais, pelo fato de não ter sido possível  construir uma base de conhecimento crítica e princípios morais na sociedade.

Já foi dito que o conceito falso do conhecimento Ocidental merece uma reflexão crítica, tornando-o problemático, por apagar as contribuições de culturas não europeias e perpetuar uma visão hierárquica do conhecimento, colocando o “conhecimento ocidental” fabricado acima de todos os outros.

Infelizmente sempre fomos excluídos da necessidade de se ter uma visão crítica ampla da narrativa colonial que vem perpetuando a mentalidade colonial nos últimos séculos: uma narrativa colonial nascida de uma falsa e ilusória noção: “Conhecimento Ocidental”. 

Nos últimos dias registramos alguns fatos que nos ajudarão a levar a uma mudança através de uma resposta mais ampla de uma perspectiva de descolonização, que inclua reconhecer as formas em que o colonialismo e imperialismo moldaram uma narrativa com uma falsa consciência, que fortalece a ignorância em que vivemos.

Os fatos são os seguintes: relatório da Universidade de Chicago sobre Inteligência Artificial; Viagem de astronautas à lua e votação da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que tornou a escravização de africanos “o crime mais grave contra a humanidade”.

A verdade é que o pensamento dominante contribuiu para a marginalização e o apagamento de diversas perspectivas, incluindo os mitos e as mitologias que construíram uma base de conhecimento durante milhares de anos, que reforçavam princípios morais, hoje desaparecidos. Portanto, nossos ancestrais talvez tivessem um conhecimento mais adequado do que o nosso para a solução dos fatos acima citados.

Vários pensadores vêm propondo que devemos levar a sério nossa intenção de descolonizar a academia, começando com a árdua tarefa de desmantelamento da própria linguagem do discurso que moldou nossas mentes de pesquisa e prática acadêmica, profundamente influenciadas pelo conceito ilusório de “conhecimento ocidental”.

Se o potencial genético do homem, no plano anátomo-fisiológico, assim como no plano psíquico, é constante desde que existem homens “que pensam”, ou seja, nos quinze a vinte mil anos de existência do homo sapiens, por que as mitologias de nossos ancestrais foram apagadas da base de conhecimento na modernidade. O sociólogo Lévi-Strauss disse: “O homem sempre pensou muito bem” com seu “grande cérebro”.

O relatório da Universidade de Stanford sobre a AI, visto sob a perspectiva positivista e das ciências exatas, é preocupante. Do ponto de vista das ciências sociais e humanas pode ser tenebroso. O que se percebe dos avanços das tecnologias e das grandes Big Techs até o momento é o reforço da escravização, usura, avareza e ganância em escala acelerada, sem falar nas iniquidades das forças de injustiças

Neste caso, o relatório de Stanford pode ser o caminho para se avançar nos estudos organizacionais e sociais quanto ao uso das tecnologias de AI numa sociedade já escravizada por elas. Precisamos avançar muito no uso das tecnologias para o bem-estar da sociedade, o que não vem sendo priorizado pelas Big Techs. 

A viagem dos astronautas à lua é uma incógnita e estudiosos já nos mostram o quanto a astronomia era avançada há milhares de anos.  Do ponto de vista das ciências sociais e humanas, nada sabemos dos custos extravagantes destas viagens.

Além disto, pouco sabemos das culturas que desenvolveram conhecimentos astronômicos e arquitetônicos, além do conhecimento espiritual, a exemplo dos Maias, Incas, Anasazis e Astecas. Infelizmente, nada nos foi ensinado sobre os mistérios inexplicáveis dessas civilizações nas Américas.

Contudo, o que mais deve preocupar a humanidade foi o voto de abstenção dos países europeus em não querer reconhecer que a escravidão foi um crime contra a humanidade, que deixou uma Europa rica e uma África tão pobre. Foi esta mesma Europa que apagou e escondeu o pai do conhecimento e da sabedoria na África, Orúnmìllà, que viveu há mais de cinco mil anos. 

Enquanto isto, países como Estados Unidos, Israel e Argentina foram contra a votação da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) de reconhecer a escravidão como crime. Não podemos esquecer o que disse o Papa Leão XIV há poucos dias: “o mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos”, hoje bem presentes no Brasil como parte de uma extrema direita entreguista.

Por fim, tecnologias financiadas por tiranos e Big Corporações dificilmente se tornarão transparentes e a serviço da humanidade. Temos que reagir ao modelo de conhecimento dominante através de uma descolonização que ainda não iniciamos em todos os campos científicos, que apagaram as ricas bases de conhecimento de nossos ancestrais.


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